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13/08/11

(in)constante.

 E as minhas palavras vão desvanecendo novamente, levando com elas as certezas que viviam dentro de mim, deixando alojar-se as incertezas. A única certeza que veio para me atormentar mais do que as incertezas, foi a de que eu não soube distinguir o certo do errado, e essa veio para ficar (a atormentar-me mais do que as próprias incertezas).
 E aqui me encontro, cada vez mais incerta do que fazer, mas creio que também agora fiquei sem opções de melhorar ou piorar as coisas, porque a meus olhos, pior do que isto não dá mesmo.
 Tu decides dissipar nas alturas em que devias marcar mais presença, e voltas de novo quando eu me convenço que não preciso de ti. Sei que isto é culpa minha e dos meus pensamentos inconstantes, que arrastam com eles os meus sentimentos, tornando-os simultaneamente inconstantes.
 O tempo decide virar-se contra mim, sempre com aqueles constantes "Tique-tacs", que nos dão a certeza de que ele nunca pára, muito menos quando necessitamos que ele faça uma (pequenina) pausa. Torna-se incómodo ouvir sem parar o "tique-tac" que o marca sem nunca falhar, pois isso dá-me a certeza de que estou cada vez mais longe de alcançar tudo de novo. E o "tique-tac" continua, sempre constante e a ecoar na minha cabeça.
 O meu coração.. Esse(?) decidiu fazer companhia ao tempo nesta guerra e virar-se contra mim também ! Não me quer ajudar, decide esconder-se quando necessita de se exprimir e mostrar que sabe o que quer (!). Contigo, ele adquiria um batimento cardíaco constantemente inconstante, e agora (?) tornou-se inconstantemente inconstante . Nunca se decide se quer acelarar ou acalmar, se quer dar sinais de infelicidade ou não, não se decide se te quer amar ou não.
 A minha mente tenta ir pela lógica e fazer o que é correcto, mas dado que o coração se tornou inconstante, ela não sabe a quem há-de dar ouvidos. Ainda para mais, tu recorres ao silêncio, como toda a gente tem feito comigo, causando ainda mais incertezas dentro da minha cabeça. Pensei que não o fizesses, pois és das pessoas que mais (re)conhece que o silêncio é das coisas que mais me atinge e mais me magoam. Pensando bem, talvez seja por conheceres tão bem esse meu lado que te rendes a ele, de modo a jogares com isso, tornando-me inferior a ti e aos teus sentimentos.
 Tudo se torna mais inconstante quando não sei o que esperar de ti. Será que és capaz de quebrar o silêncio que agora toma conta de ambos ? Não gosto dele, nem dos jogos dele, mesmo nada, e sinto ódio por te juntares a ele, só me faz pensar que não te importas com nada disto, e na verdade, não há nada que neste momento me indique o contrário.

3 comentários:

Márcia disse...

exactamente tudo o que tu disses-te , é que é mesmo isso s:

Sofia Guedes disse...

ohhh, muito obrigada por teres gostado (:

inês disse...

obrigada pelo teu comentário :)