Não é vulgar o que tivemos juntos. Não é vulgar o que eu sinto quando penso em ti, quando te vejo, quando me lembro de ti, de nós. Nem nós mesmos somos vulgares um em relação ao outro. Tu desistes, eu persisto. Eu desisto, tu persistes. Não poderia alguma vez ser tão sincera como vou ser: eu não quero viver eternamente ligada à ilusão em que nos agarramos todos os dias, e falo por mim quando o digo, porque, mesmo não havendo explicação, há dias em que sinto que isto não passa do facto de estar habituada a ti, sem se tratar de gostar de ti, seja de que maneira for, mas há outros dias em que sinto que preciso de ti a meu lado, tal e qual como dantes, como quando me fazias sentir uma rapariga (de todas as formas imaginavelmente possíveis) feliz. Sim, sem pôr nem tirar, feliz. Porque era assim que me sentia todos os dias enquanto estiveste do meu lado e eu estive do teu lado. Foi assim que me fizeste sentir todos os dias em que me garantias que eu era a única pessoa a viver no teu mundo. No nosso mundo, para ser mais descritiva. Não me lembro de alguma vez sentir que alguém se encontrava connosco, nem tão pouco me lembro de alguém que estivesse no meio de nós, mesmo que estivéssemos perante uma multidão infindável de gente, porque, como nunca alguém conseguiu perceber, eu e tu sempre vivemos no
nosso mundo, sem barreiras para passar, sem ideologias de perfeição, porque eu e tu éramos perfeitos um para o outro, e isso sim, era a ideologia de perfeição que agora vejo. Eu e tu, só isso. Mas é aqui, que em vez de falar com o coração, toma conta de mim a consciência, e essa não me diz que éramos ideologia perfeita de perfeição.
Não consigo entender-me a mim mesma, nunca percebo se o que persiste em morar dentro de mim é o arrependimento ou se é a saudade. Saudade essa misturada com aquilo que tivemos. Não utilizo a palavra "amor", porque o que tivemos conseguiu ser superior a isso, e tenho mais do que certeza que jamais alguém irá sentir de novo o que nós sentimos. Não foi amor, porque amor, dentro das coisas que não são banais, tornou-se banal. Mas o que nós tínhamos não era, nem nunca chegou a ser.
Nem sempre tomei as atitudes correctas, nem sempre te transmiti o que devia ter transmitido para que te sentisses seguro em relação a nós, mas isso é a voz da minha consciência, por saber tão bem que, apesar de toda a felicidade, o teu lugar não é comigo. Mas eu vou esperar, tal como esperei por ti, por outro alguém que me fará sentir de novo o que tu me fizeste sentir, ainda que me pareça algo impossível. Não te desejo nada a não ser boa sorte, porque desde que sejas feliz, fico contente por ti. Não por mim, porque há-de sempre custar-me saber que não estás a ser feliz comigo, mas por ti.
p.s: 'não preciso que seja fácil, preciso que valha a pena'.
15 comentários:
Ah, então desculpa S:
Ainda bem :b
sabes que adoro*
Magnifico :')
gí, está excelente, ly <3
desculpa, só o li agora, está perfeito !
pois é, nisso tens razão, nunca podemos odiar alguém apenas por nos apetecer, para o sentirmos tem que haver razões, tem que haver motivos.
não precisas de agradecer, sabes bem disso *
é horrível! ainda por cima, são sempre aquelas pessoas que pensamos que nunca nos vão magoar, e magoam! :s
concordo plenamente :s e desiludem-nos tanto, mas tanto! porque nunca esperámos tal coisa de tais pessoas!
digo-te o mesmo !
espero bem que passe com as duas!
podes crer que não :|
tem de ser, temos de ser fortes!
Que lindo *-*
pois é, parece que quando tudo está a ficar bem, tudo se torna novamente horrível :s
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