Páginas

23/02/12

paradoxo do amor.

 Mil olhares sem conseguir evitar. Mil pensamentos acerca de uma única pessoa sem conseguir afastar.
Inúmeros de pequeninos pormenores capazes de nos fazer viajar para outro lugar.
 É querer e não querer, saber e não saber o que fazer. 
 É querer ter e não querer ter, com medo de perder e doer. É ter certezas e não ter certezas do que se sente, misturando mil e um sentimentos.
 É dizer-se e contradizer-se usando os argumentos mais estranhos nas situações mais estranhas. É ter medo de respostas e fingir-se de quem não é corajoso.
 É dar sem saber se se vai receber, e por isso, por vezes, esconder. É querer ocultar e ao mesmo tempo gritar ao mundo o que se quer.
 É querer tentar passar por despercebida a vontade de olhar sem nunca conseguir controlar. É querer dissimular certos sentimentos sem os conseguir ignorar.
 É querer negar e não conseguir. É tentar fazer nada e tentar fazer tudo ao mesmo tempo.
 É querer e ter o prazer de dar, mas também é querer ter o prazer de receber. É correr atrás e recuar ao mesmo tempo.
 É querer ter e não ter respostas. É tentar mil e uma vezes e dizer sempre que será a última vez.
E é assim que vai funcionando o amor, umas vezes fazendo das boas, outras nem tanto.

1 comentário:

Ana Almeida disse...

Vai até ao meu blog e vota na sondagem que está a decorrer. Obrigada sweet! :)