Acho engraçado, como o tempo passa mas o que estava no coração permanece. Eu faço um esforço. Continuo em frente, não olho para trás, numa tentativa de conseguir enganar o coração. Mas ele permanece o mesmo. Cego e tolo como sempre, pois prefere lembrar-se de ti como se continuasses perto de mim, ignorando os 2 192,7km que nos separam.
Não sei, mas acho engraçado. Acho engraçada a forma como eu tento fugir de ti, mas é como se fosses a minha sombra, para onde quer que eu vá, estás lá tu, a seguir-me como se fosse a coisa mais normal do mundo. Talvez sejam apenas as boas memórias que tenho de ti que tanto gostam de me assombrar. Talvez me assombrem porque o coração quer sentir que ainda te tem por perto, para nunca se esquecer da tua pessoa. Mas a verdade é que estás longe. Seja física ou emocionalmente. O teu corpo já não está junto do meu, nem tão pouco o teu coração. Esse provavelmente nem se deve lembrar que eu algum dia existi na tua vida.
O tempo passa, mas o som da tua voz, o sabor do teu beijo e o calor dos teus braços continuam presentes como se tivesse estado contigo há meia hora atrás. Não é justo. Porque tenho de ser só eu a lembrar-me de ti quando tu provavelmente já nem te lembras de mim? São tantas as vezes que te quero perguntar se estás bem, se ainda sentes o mesmo que eu sinto por ti... Mas depois faz-se um clique na minha cabeça e lembro-me de que não vale a pena, porque não quero perturbar a tua vida de novo. Ou talvez seja por não querer perturbar mais a minha vida, pois tenho medo que as tuas respostas não sejam as mesmas que as minhas. E dói só de pensar nessa hipótese. Mas no final de contas, seria demasiado pedir para que te lembres de mim? Porque, seja de que maneira for, sinto que a nossa vez ainda não terminou, por mais anos que continuem a passar, és tu, és sempre tu.
Posso até me esquecer de ti, mas, se isso acontece, são apenas meros momentos que não tardam em desaparecer. Mas eu não quero que seja assim, Quero fechar a cortina do nosso espectáculo, porque é provável que não tenhamos o nosso final feliz. Não é por eu não querer, e talvez nem seja por tu não quereres mas sim porque o destino não o quer. E se déssemos as mãos e lhe pregássemos uma partida? Se queres que te diga, ainda sinto que tenhamos sido feitos um para o outro. Por isso volta, não só fisicamente, mas sobretudo emocionalmente, porque, mesmo que já não o saibas, o mínimo amor que possas sentir por mim, significa mais que o mundo.
Muito provavelmente a culpa é mais minha do que do meu coração. Talvez seja eu que não me esforce o suficiente para te deixar para trás. Talvez não te queira deixar para trás. Porque nunca ninguém me deu o que tu deste. E porque ninguém é como tu.

1 comentário:
Esta é a tua primeira paixão.....o primeiro amor ainda está para vir...e esse sim, será inesquecível.
Deixa te levar pelas emoções e vive, quando menos esperares o teu coração terá novo dono!
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