As nossas mentes estão povoadas de coisas estranhas.
Quando temos de enfrentar um problema muito grave, ele tende a assumir grandes proporções na nossa mente e apenas passa a recordação quando falamos dele. A nossa cabeça é incapaz de se libertar por si só, reduzindo-o à dimensão das nossas outras lembranças. Precisamos de falar dele. Dessa forma, ajudamos a nossa cabeça a organizar o que se passou: isso ajuda-nos a compreender o que se passou, o que sentimos e o que fizemos de um modo mais claro.
Isso não se aplica apenas às coisas más. Aplica-se a tudo o que é importante, mesmo as coisas muito boas.
É assim que se ultrapassam os acontecimentos importantes . Falamos neles até a nossa cabeça organizar o que se passou, depois, perdem a importância. Por último, tornam-se recordações banais e deixamos de pensar neles a todo o instante. Não os esquecemos, como é óbvio.
Baseia-se tudo nisto ? Talvez sim, depende do grau daquilo a que chamamos de problema e de como o vivemos.

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