Páginas

19/05/11

Easy way.

 Os sentimentos não se controlam, não é verdade ? Mas podemos controlar quando e como os expressar, certo ? Então, mas isso não é uma contradição ? Se de certo modo estamos a controlar o modo de o expressar, estamos de certo modo a controlá-los a eles (sentimentos), ou estou errada ?
 Onde quero chegar, é que dentro de algo tão simples, há sempre algo muito mais complexo. Por detrás de algo que nos parece tão pequenino e fácil de compreender, há sempre aquele espaço de uma enorme complexidade, seja esse espaço do tamanho que for, grande ou pequeno a complexidade torna-se sempre visível. 
 Compreender certos comportamentos que não provêm da nossa pessoa torna-se tão complexo, que por mais voltas e reviravoltas que a nossa mente dê, nunca chega a ser flexível ao ponto de nos fazer entender. E depois vem aquela questão de personalidade, e esse, acho que é o facto fundamental que nos impede de compreender tais comportamentos. Impede-nos tão estupidamente de ver e perceber o lado das outras pessoas, e muitas vezes, leva-nos a pensamentos completamente errados. Ora aí está outro ponto que considero bastante complexo. Mas afinal de contas, existem ou não pensamentos errados ? Não há ninguém que nos possa dizer que o nosso pensamento é errado, e é aí que entra novamente a questão da personalidade, pois o que para nós é correcto, outros indivíduos podem considerá-lo errado por completo. E mais uma vez, o complexo volta a entrar. Afinal de contas, há ou não há pensamentos errados ? Não me parece que seja sequer digno de alguém considerar que a resposta à pergunta anterior seja "sim", pois creio que a expressão correcta a utilizar seja antes "pensamentos diferentes" ou "pensamentos ímpares". E lá está ele outra vez, o pequenino espaço que por trás de si mesmo é TÃO complexo ! Porque raio é que utilizamos a expressão "afinal de contas" se ao fim ao cabo nunca chegamos a fazer conta nenhuma ? Apenas reflectimos sobre o próprio assunto. E outra vez, mais uma complexidade para se juntar às outras, então, porque raio é que a gente utiliza a expressão "porque raio" se nunca há-de vir um raio que nos desfaça a dúvida ? Ah, e então para quê a expressão "ao fim ao cabo", se uma coisa não tem nada a haver com a outra ? O fim está relacionado com a conclusão de algo, mas a própria conclusão é o fim ! E onde fica no meio disto tudo, o significado de "ao cabo", não entendo mesmo. Lá está, a minha mente não se torna flexível ao ponto de compreender isso. Mas retornando à parte da compreensão de comportamentos. Mais complexo se torna, porque ao fim de tudo, o mais provável é que cometamos o mesmo erro, o que faz de nós hipócritas. Hipócritas por não compreender (ou pela nossa mente não se tornar flexível ao ponto de perceber tais comportamentos) e hipócritas por cometer-mos exactamente o mesmo erro.
 Existe tanto complexo por detrás deste complexo, aliás, até mesmo este texto opinativo é complexo. E só encontro uma explicação para tal: o meu próprio pensamento é também complexo. Visto isto, torna-se claro a complexidade de maior parte das pessoas, que por vezes não percebem o que me vagueia na mente. São meras incógnitas que ficam por descobrir, não é verdade ?

5 comentários:

Bruna disse...

Está lindooooo! Escreves tão bem bf !
AMO-TE ! <3

beatrizpereira disse...

pois é, ele foi um grande abre olhos, há sempre algum ponto positivo nas más situações :x

beatrizpereira disse...

claro, foi bom enquanto durou, mas tudo tem um fim..

beatrizpereira disse...

se algumas coisas do passado, não são presente, por alguma razão é, certo?

beatrizpereira disse...

mas eu quero esquecer o passado, se nao, nao consigo viver o presente ;c