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22/05/11

Muito nos enganas tu.

 Não há nada que nos atraiçoe mais do que a nossa própria mente. Não faz isto uma tremenda confusão ?
 Mais uma das enormes complexidades que se formam na nossa cabeça.
 Afinal, quem é o culpado de nos fazer tropeçar nas nossas próprias palavras?  Invade-nos de pensamentos atrás de pensamentos, faz-nos lembrar de coisas do passado, muitas das vezes desnecessariamente, sem que seja preciso qualquer argumento. Traz-nos a lembrança de como as coisas foram, ou poderiam ter sido óptimas, e por vezes, consegue fazer-nos deliberar sobre todos os momentos que se deviam apenas enquadrar no coração e não invadir-nos constantemente o pensamento. 
Consegue fazer-nos acreditar naquilo que mais tarde acabamos por chamar de "ilusões", mas se por momentos nos faz crer que o que estamos a viver é algo em que temos certezas, quando assim deixamos de o achar, porque passamos a chamar-lhes de "ilusões" ? Afinal de contas, antes disso considerávamos esse facto completamente credível. 
 Acabamos sempre por nos fiar na nossa mente, muitas das vezes ela consegue ser meliante ao ponto de nos deixar cair duas, três, quatro ou até mesmo vezes e vezes sem conta em certos erros que cometemos. Não deveria dar-nos antes uma lição, em vez de nos colocar nessa má posição de voltar a falhar ? 
E depois tem daquelas coisas em que se contraria a si própria. Ora nos dirige para uma opção, ora nos dirige para outra inversa, ora nos faz tomar certos actos, como no instante a seguir já nos convence de que não foi o melhor. Manda-nos dizer inúmeras coisas, quando bem no fundo sabe que não são as melhores palavras para serem soltas, e depois faz-nos cair no arrependimento. Mas será que não se decide ? 
Para além do mais, consegue ser competitiva ao máximo nível. 
Compete com o coração. Sempre com aquele capricho inadmissível e inconcebível de que é superior ao coração. Enquanto não ganha, não descansa. Nunca baixa as armas para com esta concorrência, dê por onde der.
Já para não falar no seu egocentrismo. 
Consegue ser tão egocêntrica, ao ponto de nos fazer deliberar: "Não sigas o coração, segue a mente!" ; Não deveria ser ao contrário ? Preocuparmo-nos primeiro com o que o nosso coração sente, quer e precisa, do que com o que a mente pretende ? É traiçoeira, pois é !

E tem também aquela parte que nos coloca em situações portentosas. Quando queremos dizer algo, o que sai é totalmente o oposto. Faz-nos tropeçar em cada palavra que queremos soltar, como se fosse uma enorme sopa de letras. Incomoda a nossa dicção, fazendo-nos assim arremessar uma data de letras, como se as palavras não soassem como deviam. Lá está, altera-nos a melodia toda. 


3 comentários:

Bruna disse...

Juro que amo este texto, AMO AMOOOO! Não me canso de dizer que escreves tão mas tão bem!

Amo-te minha melhor amiga (L)

Marianag disse...

Obrigada, bichana mais fofuxa *.*
Not really ;x
AMO-TE O TRIPLO !

beatrizpereira disse...

ja pus la o voto.
pois, talvez tenhas razão ;x